ONU afirma que 2014 será dedicado a Estados-ilha
BR

24 fevereiro 2014

O Ano Internacional sobre a região tem como objetivo chamar a atenção para  50 milhões que habitam nessas nações;  São Tomé e Príncipe busca impulsionar sua economia.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Assembleia Geral das Nações Unidas lançou, esta segunda-feira, o Ano Internacional dos Estados-ilha em Desenvolvimento.

O Secretário-Geral, Ban Ki-moon disse que a data reflete uma crescente compreensão de que as necessidades especiais desses países devem ser tratadas de uma forma coletiva.

São Tomé e Príncipe

Falando à Rádio ONU, à margem do evento, o embaixador de São Tomé e Príncipe junto das Nações Unidas lembrou dos desafios do arquipélago. Carlos Neves disse que a área das águas territoriais do país é 160 vezes maior do que o espaço terrestre.

“Se nós conseguirmos desenvolver ações para que essas alterações climáticas e tudo o que resulta à sua volta possa ser mitigado, isso iria permitir que a nossa economia, paulatinamente, se torne um pouco mais sustentada. Neste momento, não temos essa capacidade. Falo especialmente de São Tomé e Príncipe, mas os projetos que estão a ser definidos quer do turismo, da agricultura e da segurança alimentar poderão nos próximos anos permitir que o país de torne uma economia com alguma sustentabilidade.”

De acordo com o Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, cerca de 50 milhões de pessoas vivem nos Estados-ilha.

Economia

Ban disse que apesar de alguma estabilidade vários países do grupo ainda estão em transição. Apontou ainda a fragilidade econômica e a extrema vulnerabilidade aos efeitos das mudanças climáticas.

Em relação aos desafios enfrentados pela distância do continente, o chefe da ONU disse que isso dificulta a capacidade do país de integrar a cadeia de abastecimento.

O resultado direto pode ser visto no aumento dos custos de importação, especialmente para a energia. Essa distância também limita a competitividade na indústria do turismo.

Caribe

Para o Pnuma, entre os impactos das alterações climáticas estão a destruição de ganhos da infraestrutura e do desenvolvimento devido aos ciclones tropicais mais fortes.

Entre os casos mais graves, foram citadas as tragédias do Haiti, em 2004 e 2008, e outras ocorridas no mesmo período em países caribenhos como Granada e Cuba.

A adaptação às alterações climáticas é vista como uma prioridade na região, onde a subida dos níveis das águas do mar causaria danos em torno de US$ 187 bilhões, mais de R$ 400 bilhões, até 2080.

*Apresentação: Edgard Júnior.