Estudo da ONU revela condições dos sírios que estão sitiados
BR

19 fevereiro 2014

Escritório dos Direitos Humanos afirma que 240 mil pessoas continuam sob cerco em várias regiões dominadas pelo governo ou milícias da oposição; pessoas que saíram de Homs ficaram 600 dias sitiadas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

Um novo estudo da ONU revela que cercos impostos tanto pelo governo da Síria quanto pelos grupos armados da oposição resultaram na morte de civis e em grande sofrimento para a população. 

Pelo menos 240 mil pessoas continuam sitiadas em várias regiões da Síria. O levantamento é do escritório da Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos. O estudo traz dados sobre a área rural de Damasco e as cidades de Damasco, Homs e Aleppo. 

600 Dias

Navi Pillay cita a situação na cidade Velha de Homs, já que recentemente, várias famílias foram finalmente retiradas da área. Segundo Pillay, os civis ficaram sitiados por mais de 600 dias.

A alta comissária destaca que o estudo mostra que essas pessoas estão sob “miséria absoluta” e manter essa população com fome está sendo usada como tática de guerra.

Pillay lembra que privar os civis de bens essenciais para sobrevivência é proibido pela lei internacional dos Direitos Humanos. O estudo afirma que governo e oposição impedem o movimento de pessoas e bens por meio de barricadas e pontos de checagem.

Mortes

Só em Ghouta, mais de 173 mil pessoas estão cercadas. Nos casos de áreas sitiadas por imposição do governo, há relatos de bombardeios que chegaram a causar mortes.

Por meio de entrevistas via Skype, vários civis sitiados na Síria contaram um pouco sobre a situação. Um ortopedista da cidade velha de Homs disse que ele não consegue realizar cirurgias simples e por isso, em alguns casos os pacientes ficaram paralíticos.

Também esta quarta-feira, a Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, expressou “choque” com o assassinato de 18 pessoas no sul da Síria.

A Unrwa deplorou a explosão perto de uma escola para refugiados em Muzeiribi. Entre os mortos pelo ataque estão cinco crianças palestinas refugiadas na Síria e um funcionário da agência. Dezenas de pessoas também ficaram feridas.

*Apresentação: Leda Letra.

 

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