Desemprego e endividamento continuam a desafiar Portugal, diz FMI

19 fevereiro 2014

Cerca de quatro em cada dez jovens estão sem trabalho; órgão prevê que taxa de desemprego pode reduzir para menos de 15% somente no próximo quinquénio.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Fundo Monetário Internacional, FMI, considerou inaceitável a taxa de desemprego em Portugal na mais recente avaliação do programa da dívida do país, divulgada nesta quarta-feira.

Entre os grandes desafios económicos para o país, o órgão aponta o endividamento das famílias e das empresas como obstáculos para o consumo e para o investimento.

Desemprego Juvenil

A análise revela que em 2013, a taxa de desemprego deve ter atingido 16,5%. Os jovens sem emprego chegam a 37%, num dado que o órgão considera que pode ter um impacto negativo duradouro sobre o capital humano.

Para este ano, prevê-se que a proporção de desempregados suba ligeiramente para 16,8%, esperando-se que somente em 2018 a taxa possa estar abaixo dos 15%.

Dívida Externa

O FMI refere ainda que a dívida pública e os passivos externos portugueses também são altos.

Conforme recomenda, o essencial é prosseguir os esforços no sentido de racionalizar os gastos públicos, incentivar a redução gradual ordenada e promover o crescimento e o investimento no sector dos bens transaccionáveis.