ONU pede proteção de civis, após ataques que mataram 150 na Nigéria

18 fevereiro 2014

Escritório dos Direitos Humanos lembra dever das autoridades de defender cidadãos no país africano; entidade diz reconhecer posição difícil devido ao que considera “grupos armados extremamente fortes.”

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos condenou “nos termos mais fortes” os ataque armados que causaram mais de 150 mortos, neste domingo em oito vilarejos da Nigéria.

Em nota emitida, esta terça-feira, em Genebra, o governo foi instado a fazer mais para garantir a segurança e a proteção dos civis, especialmente em áreas propensas a ataques e onde vigora o estado de emergência.

Assassinatos

Navi Pillay também apela às autoridades nigerianas a iniciar uma investigação rápida e completa para assegurar que os autores de violações de direitos humanos e dos assassinatos sejam detidos e responsabilizados.

Os alvos atacados são dos estados de Adamawa, onde se registaram 65 mortes. Mas somente na aldeia de Izghe, em Borno, cerca de 90 pessoas perderam a vida.

Porta em Porta

Agências noticiosas dizem haver suspeitas das autoridades de que as milícias Boko Haram estariam por detrás dos ataques. O grupo defende que combate para criar um Estado islâmico no norte da Nigéria.

Após uma ronda de tiros os homens armados teriam andado de porta em porta à busca de vítimas, mas vários moradores já teriam abandonado a área por receio de novos ataques.

Responsabilidade

A responsável diz ter ficado horrorizada com a violência extrema e indiscriminada dos últimos tempos no país. Há uma semana, um ataque contra duas aldeias fez 39 mortos, 65 feridos e destruiu 2 mil casas.

Apesar de reconhecer a posição difícil do governo devido ao que chama de “grupos armados extremamente fortes”, a nota lembra a responsabilidade das autoridades de proteger os cidadãos que vivem no território.