Mundo está atento a uma África com novas oportunidades, diz ECA

17 fevereiro 2014

Comissão Económica das Nações Unidas para o continente propõe que seja repensado papel das autoridades nas economias; debate, em Kinshasa, inclui nova abordagem para formar jovens.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As novas possibilidades e a ação no âmbito económico permitem que África atraia atenção mundial, declarou o diretor do escritório da Comissão Económica para África para a região Oriental.

António Pedro falou à Rádio ONU, de Kigali, no âmbito da 18 ª reunião do Comitê Intergovernamental de Peritos, que decorre desde esta segunda-feira na capital da República Democrática do Congo, Kinshasa.

Empresas

“Já há focos que demonstram que o mundo está atento a esta nova África com novas oportunidades, dinâmica e que quer jogar um papel mais ativo na economia mundial. Temos multinacionais que já se estão a localizar (no continente) desde a H&M, um grande grupo sueco, que vai abrir sucursais na Etiópia em particular. Mas também temos empresas africanas que já estão a ficar transnacionais, desde bancos da África Ocidental, que estão a penetrar pelo continente afora, o Quénia que está a fazer o mesmo, além de outros empresários”, explicou.

O responsável disse que entre os temas a serem repensados pelas autoridades participantes estão as políticas de liberalização e uma formação de quadros que seja adequada às necessidades do mercado.

Indústria

O processo de diálogo também deve envolver as altas taxas de juro aplicadas no continente e o seu impacto nos esforços para  estimular a indústria.

Pelo menos 14 países da África Oriental serão representados na reunião a ser realizada sob o lema “Campeões Nacionais, o Investimento Direto Estrangeiro e a Transformação Estrutural na África Oriental.”

Até 20 de fevereiro, várias entidades intergovernamentais e parceiros de desenvolvimento também devem abordar as principais questões e desafios no desenvolvimento económico e social africano. O encontro também deve recomendar políticas para que as questões sejam abordadas.