Ganância, ignorância e indiferença geram comércio ilegal da fauna e flora

14 fevereiro 2014

Cites saúda Declaração de Londres sobre o Comércio Ilegal de Vida Selvagem; tipo de atividade gera até US$ 19 mil milhões por ano no mundo; África Central regista os mais altos níveis de abate ilegal de elefantes.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora, Cites, realçou que a ganância, a ignorância e a indiferença movem o comércio ilegal de animais selvagens.

Nesta sexta-feira, o secretário-geral, John Scanlon, saudou a Declaração de Londres sobre o Comércio Ilegal da Vida Selvagem em nota emitida em Genebra. Até esta quinta-feira, a capital britânica acolheu 46 nações e 11 entidades das Nações Unidas numa conferência sobre o tema.

Crime Grave

O documento descreve os passos a serem tomados para a necessidade de pôr termo à caça ilegal de animais, para a qual os governos participantes concordaram que deve ser “tratada como um crime grave.”

Estima-se que o tipo de comércio ilegal esteja a gerar  US$ 19 mil milhões anuais, em todo o mundo. Os governos apontaram como prioridade que sejam investigadas as ligações com a corrupção e o crime organizado.

Culpabilização

Scanlon destacou a necessidade de colaboração entre países de origem, de trânsito e de destino para resolver os problemas da prática ilícita, no lugar de tentativas de atribuição de culpas.

Como exemplo, destacou a ação conjunta da chamada Operação Cobra II , que envolve 28 Estados na Ásia, em África e na América do Norte.

Guardas Florestais

A Cites alerta, entretanto, para o aumento dos níveis de caça ilegal em todas as sub-regiões africanas, com destaque para a África Central.

Os níveis de abate ilegal de elefantes superam aos de qualquer outra sub-região africana e asiática. Um dos fatores de relevo para o efeito é o fraco poder de fogo dos guardas florestais na linha de frente.

Em 2015, o Botsuana vai organizar a reunião de alto nível, que deve discutir os progressos no combate ao comércio ilegal de animais selvagens.