Crianças da República Centro-Africana enfrentam crueldade e violência
BR

14 fevereiro 2014

Segundo Unicef, mais de 130 menores foram mortos ou mutilados nos últimos dois meses; crianças testemunham violência sem precedentes e viram alvo de ataques devido a sua religião.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Unicef afirmou esta sexta-feira estar “horrorizado” com a crueldade enfrentada pelas crianças da República Centro-Africana, que estão sendo assassinadas ou mutiladas.

Segundo a agência da ONU, o nível de violência contra os menores é sem precedentes. As crianças são vítimas de ataques sectários por parte das milícias anti-Balaka, de maioria cristã, e de combatentes muçulmanos ex-Séléka.

Brutalidade

Em Genebra, a porta-voz do Unicef, Marixie Mercado, explicou que 37 crianças foram mortas e 97 mutiladas nos últimos dois meses. Ela ressaltou que os atos foram cometidos com uma brutalidade difícil de entender.

A agência da ONU destaca que os menores se tornaram alvo de ataques devido a sua religião ou pela comunidade a qual pertencem. A violência sectária aumentou na capital do país, Bangui e também no oeste e no centro.

Amputação

O escritório do Unicef na República Centro-Africana constatou casos de crianças feridas em fogo cruzado e de menores que tiveram partes do corpo amputadas porque não chegaram a tempo no hospital para tratamento.

Apesar das ações serem cometidas por dois grupos, o Unicef diz que ataques contra a população muçulmana levaram à fuga de comunidades e com isso, muitos menores foram separados de suas famílias. 

A agência pede investigação dos casos de violência e punição para quem comete os crimes. Além disso, o Unicef apela ao desarmamento dos grupos e das milícias na República Centro-Africana.

 

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