Governo Sírio deteve 295 homens retirados de Homs
BR

11 fevereiro 2014

Agências humanitárias da ONU conseguiram levar mais de mil civis da cidade velha para uma região mais segura; todos estão recebendo cuidados médicos e alimentos.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, alertou que o governo sírio deteve para interrogatório 295 homens retirados da cidade velha de Homs.

No total, as agências humanitárias da ONU conseguiram tirar, até o momento, mais de 1,1 mil civis da região. 

Retirada

Em Genebra, a porta-voz do Acnur, Mellissa Fleming, disse à Rádio ONU que a agência está tentando garantir a retirada de todas as pessoas que queiram deixar Homs.

Segundo Fleming, os trabalhadores humanitários estão fazendo o possível para salvar vidas sob circunstâncias altamente perigosas.

Entre os civis que conseguiram sair da cidade velha estão 308 crianças e jovens com menos de 18 anos, 252 mulheres e 124 idosos. A lista inclui também 465 homens entre 18 e 55 anos. 

Detidos

Pelo acordo firmado entre os dois lados do conflito, só poderiam ser retirados da região os civis menores de 15 anos e com mais de 55 anos. Os detidos pelo governo sírio estão sendo interrogados na presença de representantes do Acnur e do Unicef em uma escola de Homs.

Dos 336 homens detidos inicialmente, 41 foram liberados esta terça-feira.

O porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, Rupert Colville, elogiou a extensão da trégua por mais três dias na região.

Ele afirmou que atacar os trabalhadores humanitários representa um crime de guerra. Colville demonstrou preocupação com os meninos e homens detidos pelo governo.

Crianças

A porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, Marixie Mercado, afirmou que as crianças retiradas de Homs já foram vacinadas contra vários tipos de doenças.

Segundo Mercado, não se sabe até o momento quantos menores ainda continuam na cidade velha.

A Organização Mundial da Saúde informou que enviou suprimentos médicos para as pessoas que estão na região. As agências humanitárias levaram remédios para tratar de doenças crônicas de, pelo menos, 2 mil pessoas por um período de três meses.

Ainda no carregamento, foram enviadas vacinas para pelo menos mil crianças.

Segundo a OMS, muitas pessoas estão sofrendo de doenças na pele por causa da falta de saneamento básico.