Ocha lamenta quebra da trégua entre governo e oposição na Síria
BR

9 fevereiro 2014

Chefe do Escritório de Assistência Humanitária está profundamente decepcionada com rompimento da pausa nos confrontos na cidade velha de Homs; Valerie Amos disse que ataques servem de aviso para os perigos que os civis e trabalhadores humanitários enfrentam na Síria.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A chefe do Escritório de Assistência Humanitária da ONU, Ocha, Valerie Amos, está profundamente decepcionada com o rompimento da trégua entre governo e oposição na Síria.

Amos fez a declaração neste sábado depois que os dois lados do conflito quebraram o acordo de pausa nos confrontos na cidade velha de Homs.

Trégua

A trégua tinha como objetivo permitir a entrada de ajuda humanitária para milhares de civis que não podem sair da região por causa da violência.

Amos afirmou que os ataques deliberados tiveram como alvo os trabalhadores de ajuda da ONU, do Crescente Vermelho e de outras organizações humanitárias que entraram na área para levar suprimentos de emergência.

Perigos

A chefe do Ocha alertou que os incidentes deste sábado servem de lembrança dos perigos que civis e trabalhadores humanitários enfrentam todos os dias na Síria.

Amos voltou a pedir as forças do governo e da oposição que respeitem a pausa nos confrontos, garantam a proteção dos civis e facilitem a entrega segura da ajuda humanitária.

Ela deixou claro que a ONU e seus parceiros não serão impedidos de fazer o máximo para levar ajuda aos necessitados.

Desde 2011, mais de 100 mil pessoas já morreram na guerra civil na Síria. Segundo a ONU, 9,3 milhões necessitam de assistência humanitária urgente no país por causa da violência.