Fundo Malala para educação de meninas no Paquistão inicia projetos
BR

10 fevereiro 2014

Anúncio foi feito pela diretora-geral da agência e pelo ministro da Educação paquistanês; acordo irá apoiar mais acesso, qualidade e segurança de entidades de ensino para meninas nas áreas mais remotas do país asiático.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Um acordo da Unesco e do Governo do Paquistão irá permitir que meninas em áreas remotas do país tenham acesso à educação.

A iniciativa, batizada de Fundo Malala, foi anunciada pela diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, e pelo ministro da Educação paquistanês, Baligh-ur-Rehman.

Segurança

O fundo de US$ 7 milhões, equivalentes a mais de R$ 16,7 milhões, deve ajudar a melhorar a qualidade da educação no país, levar treinamento sobre gênero para professores e dar mais segurança às entidades de ensino para alunas paquistanesas.

Segundo a Unesco, o projeto irá passar por uma fase operacional como parte do acordo firmado em 2012 entre a agência e o Paquistão sobre o direito à educação de meninas.

Irina Bokova afirmou que a educação de meninas é uma questão de direitos humanos e uma estratégia para paz e desenvolvimento. Para ela, não existe melhor investimento a longo prazo para inclusão social e crescimento que a instrução.

Disparidade

A agência da ONU afirma que o Paquistão abriga atualmente 3,8 milhões de meninas fora da escola. As que estão nas salas de aula têm maior chance de deixarem os estudos que os meninos.

O objetivo da Unesco é diminuir pela metade a disparidade no acesso à educação primária entre meninas e meninos.

O ministro paquistanês disse que, de acordo com o islamismo, o direito de meninas e meninos à escola é igual. Ele afirmou que é obrigação do governo garantir educação a todos independentemente de sexo ou religião.