ONU alerta que crianças sírias foram sujeitas a sofrimento indescritível
BR

4 fevereiro 2014

Primeiro relatório das Nações Unidas sobre a guerra civil na Síria mostra que governo e oposição foram responsáveis por assassinatos, mutilações, torturas e recrutamento de jovens para combate.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU alertou que as crianças sírias estão sendo sujeitas a um sofrimento indescritível nestes quase três anos de guerra civil no país.

A declaração consta do primeiro relatório preparado pelas Nações Unidas sobre o assunto e entregue ao Conselho de Segurança nesta segunda-feira.

Assassinatos e Torturas

O documento afirma que o governo e as milícias aliadas são responsáveis por inúmeros assassinatos, mutilações e torturas. A oposição foi responsabilizada pelo recrutamento de jovens para combate e pelo uso de táticas de terrorismo em áreas civis.

O Secretário-Geral, Ban Ki-moon, disse que “as violações têm de acabar imediatamente”. Ele pediu às partes envolvidas no conflito que adotem, sem demora, medidas para proteger os direitos de todas as crianças na Síria.

O relatório cobriu o período entre 1º de março de 2011 até 15 de novembro de 2013. Ele lista uma série de horrores que as crianças sírias sofreram desde que a oposição tentou retirar o presidente Bashar al-Assad do poder.

Educação e Saúde

Além das mortes e mutilações, Ban afirmou que o uso de armas e estratégias militares pelas forças do governo impediram o acesso dos menores à educação e à saúde.

O documento diz ainda que as tropas do governo são responsáveis por prisões e detenções arbitrárias.

A ONU alerta também sobre o desaparecimento e a prisão de muitas crianças, algumas de apenas 11 anos, acusadas pelas autoridades sírias de associação a grupos armados.

Estupros

O relatório cita entre os atos de violência cometidos contra os menores agressões com chicotes e cassetetes, choques elétricos, estupros e queimaduras com cigarro.

Ban Ki-moon pediu ainda aos dois lados do conflito que acabem com os ataques indiscriminados em regiões de população civil, assim como o uso de armas químicas e ataques aéreos.

O Secretário-Geral fez um apelo para que eles permitam o acesso das organizações de ajuda humanitária e libertem imediatamente mulheres e crianças.

 

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