ONU condena assassinatos às vésperas das eleições no Afeganistão
BR

3 fevereiro 2014

Dois funcionários da campanha de um candidato presidencial foram mortos a tiros no sábado; enviado das Nações Unidas ao país, Jan Kubis, destaca que “ataque covarde não pode ser tolerado”.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O representante do Secretário-Geral no Afeganistão condenou fortemente o assassinato, ocorrido sábado, de dois funcionários de uma campanha eleitoral.

Para Jan Kubis, “a tentativa covarde de prejudicar as eleições no país não pode ser tolerada”. Kubis, que também é chefe da Missão da ONU no Afeganistão, Unama, espera que as autoridades afegãs levem os autores do crime à justiça.

Intimidação

No sábado, na cidade de Herat, um homem não-identificado atirou contra dois funcionários da equipe do candidato presidencial Abdullah Abdullah. Os dois morreram no ataque, ocorrido num momento “crítico” para o Afeganistão, segundo o enviado da ONU.

O país terá eleições presidenciais e municipais em 5 de abril e Kubis lembra que “não pode haver tolerância para intimidação violenta contra candidatos ou eleitores”.

Tropas

O chefe da Unama pediu às forças de segurança do Afeganistão para aumentar a vigilância nas próximas semanas e deplorou qualquer tentativa de minar o processo eleitoral ou de atrasar as eleições.

Kubis destacou que o pleito é um passo vital para a transição do país este ano, já que muitas tropas militares internacionais estão sendo retiradas do Afeganistão. Com a mudança, as forças nacionais vão começar a assumir controle total da segurança.

O enviado da ONU lembrou ainda que o povo afegão precisa ter o direito de expressar suas vontades democráticas e poder votar numa atmosfera livre de intimidações e de violência.

 

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