Síria: Ban diz que negociações na Genebra 2 não devem atrasar fim de combates

1 fevereiro 2014

Para o Secretário-Geral, conflito no país é o desafio de segurança mais urgente no mundo; declarações foram feitas nos 50 anos da Conferência de Segurança de Munique, horas depois de reunir-se com Lakhdar Brahimi, John Kerry e Sergei Lavrov.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral das Nações Unidas afirmou, este sábado, que as negociações sobre o conflito sírio não devem ser usadas como tática para atrasar o fim dos combates.

Falando na Conferência de Segurança de Munique, Ban Ki-moon reiterou que não há solução militar para a crise, que considerou desafio de segurança mais urgente no mundo da atualidade. O evento marca os 50 anos do fórum que acolhe o diálogo global sobre políticas de segurança.

Genebra 2

O pronunciamento foi feito após uma noite de discussão sobre as negociações de Genebra 2, que encerraram nesta sexta-feira.

A reunião teve a participação do enviado da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi, do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov.

Ban disse ter pedido que estes usem a sua influência para garantir que as negociações continuem como foi agendado. O retorno das partes do conflito sírio à cidade suíça está marcado para 10 de fevereiro.

Esperança

Com base em conflitos anteriores, Ban disse que o progresso vai ser difícil. O responsável destacou que as partes podem estar ainda em combate mas, também estão a dialogar na que chamou de única esperança para uma solução política.

Ao destacar que o conflito destruir a nação e a engolir toda a região, o chefe da ONU considerou que a situação evidencia o dilema entre a necessidade imperiosa de proteger as pessoas de graves violações dos direitos humanos e o que chamou divisões graves entre os principais atores. Para ele, as divergências ocorrem dentro da Síria, entre os países vizinhos e no Conselho de Segurança.

Armas Químicas

Ban apontou, entretanto, a união contra o uso de armas químicas no ano passado, tendo lembrado que a capacidade de utilização do tipo de armamento pelo Governo sírio está a ser desmantelada.

Mas lembrou que a grande maioria das mortes está a ser levada a cabo com armas convencionais, ao defender que se dedique mais energia para ter o Governo e a oposição à mesa de negociações em Genebra.

Auxílio

O piorar da situação humanitária foi mencionado no discurso, no qual Ban realça a preocupação com as pessoas isoladas em áreas sitiadas onde não o auxílio pode chegar. Um pedido foi feito às partes do conflito, especialmente ao Governo foi para permitir o acesso irrestrito exigido pelo Direito Internacional Humanitário.

O chefe da ONU também mencionou a atuação internacional nos conflitos na República Centro-Africana e do Sudão do Sul, além de progressos na República Democrática do Congo e no processo de transição no Afeganistão.

 

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