Sudão do Sul: violência continua inalterada apesar do acordo, diz relator

31 janeiro 2014

Especialista de direitos humanos quer mais atenção internacional aos efeitos do deslocamento generalizado e da crise de proteção; OIM diz que insegurança nas rotas de abastecimento terrestre e infraestruturas atrasam auxílio.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O relator especial sobre os Direitos Humanos das Pessoas Deslocadas pediu ao sistema das Nações Unidas e à comunidade internacional que deem prioridade total à segurança dos sul-sudaneses.

Chaloka Beyani, lembrou que o conflito armado resultou num deslocamento generalizado e numa crise de proteção no país. Mas referiu que a violência continua inalterada, apesar do acordo para a cessação das hostilidades alcançado entre o governo e a oposição a 23 de janeiro.

Refúgio

O especialista revelou apreensão com o que chamou “politização étnica do conflito armado”, que fez mais de 650 mil deslocados. Cerca de 80 mil pessoas procuraram refúgio em áreas protegidas da Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss.

O relator chamou a atenção especial para as pessoas que foram obrigadas a deslocar-se antes da crise, ao apontar a necessidade urgente de se colocar em prática um sistema holístico para os proteger.

Voos

Entretanto, a Organização Internacional para Migrações, OIM, anunciou o início da chegada de vários voos à capital sul-sudanesa, Juba. As aeronaves transportavam água e equipamentos de higiene e saneamento para milhares de sul-sudaneses.

Entre as dificuldades na prestação de ajuda aos deslocados e vulneráveis, a OIM destacou a insegurança nas rotas de abastecimento terrestre e nas infraestruturas do país do grupo dos menos desenvolvidos do mundo.

 

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