Medidas contra alterações climáticas devem priorizar Estados-ilha

29 janeiro 2014

Declaração é do especialista em meio ambiente e ex-embaixador de Cabo Verde junto à ONU, António Lima.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

As medidas de combate às alterações climáticas precisam priorizar a urgência dos Estados-ilha. A afirmação é do ex-representante de Cabo Verde nas Nações Unidas, António Lima.

O embaixador dedicou parte de seu mandato de seis anos na organização aos trabalhos sobre aquecimento global. Segundo referiu, os novos termos da segunda fase de cumprimento do Protocolo de Quioto devem levar em conta os riscos para populações inteiras.

Kiribati e Vanuatu

“Temos que fazer qualquer coisa para as ilhas, porque são as mais afetadas e aquelas que estão a arriscar muito neste processo. Daí que, por exemplo, as ilhas do Pacífico. Neste momento, uma ilha como Kiribati e Vanuatu e outras estão a viver basicamente com os pés nas águas e estão a ter planos de relocação da população inteira.”

Desde 2007, António Lima participou na maioria das reuniões da Conferência sobre Mudanças Climáticas, Unfccc, para determinar um acordo de combate ao problema com o apoio dos países-membros da ONU.

Segundo o embaixador, o tempo de se produzir soluções e políticas eficientes e concretas é agora e a cada dia que passa, o risco para a população e o planeta torna-se maior e mais real. 

Num estudo divulgado na semana passada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, especialistas afirmaram que caso a tendência atual de degradação não diminua, uma área quase do tamanho do Brasil poderá sofrer os efeitos do problema até 2050.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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