Ban diz que trabalho árduo nas negociações sírias começa na sexta-feira

22 janeiro 2014

Secretário-Geral ressalta que discussões foram “bastante intensas, produtivas e construtivas” no primeiro dia da Conferência Genebra 2; lançado apelo para respeito à soberania, integridade e unidade do país.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral das Nações Unidas destacou as expectativas internacionais para as negociações sobre o conflito na Síria, nesta quarta-feira, no fim da Conferência Genebra 2.

Ban Ki-moon disse que a partir deste 24 de janeiro, começa o “trabalho árduo”, com o início das negociações entre as duas partes do conflito. Ele explicou que o diálogo terá lugar com a presença do representante especial conjunto da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi.

Soberania

O chefe da ONU disse que o processo deve ser liderado e de propriedade dos sírios. Para Ban, as negociações devem respeitar plenamente a soberania, a integridade e a unidade territorial do país.

Ban afirmou ainda que as discussões no evento, que teve a participação de 40 países, foram bastante “intensas, produtivas e construtivas”.

Negociações Reais

Falando a jornalistas após a conferência, em Montreux, Ban Ki-moon disse esperar que o início de negociações “reais seja com sinceridade e a toda a velocidade” para que sejam atingidos os objetivos.

Para Ban, já basta de sequelas do conflito e os sírios devem unir-se para salvar o seu país, proteger as crianças e encontrar um caminho pacífico para um futuro melhor. Ele destacou a longa história de convivência entre os sírios e a necessidade de recuperação de tudo o que estes perderam.

Para o chefe da ONU, ambas as partes devem se deixar guiar por sabedoria, profundo sentido de urgência, espírito de compromisso e determinação de preservar o país e o seu tecido social.

Comunicado de Genebra

O Secretário-Geral lembrou que objetivo das conversações é a aplicação plena do Comunicado de Genebra, aprovado pelo Conselho de Segurança.

O documento prevê a formação, por consenso, de um organismo de transição com plenos poderes executivos que deve abranger os serviços militares, de segurança e de inteligência.

Prioridade

Ban disse que num momento em que partes trabalham para alcançar um acordo, devem agir para defender o direito internacional humanitário. Uma outra prioridade é o acesso imediato e completo a todos os necessitados.

Às partes da negociação, o responsável disse que estas devem procurar uma oportunidade para reduzir e por termo à violência.

Sobre o evento desta quarta-feira, Ban disse que não se esperavam avanços instantâneos, tendo lembrado que ninguém subestima as dificuldades.

 

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