Kerry: “Bashar al-Assad não fará parte do governo de transição na Síria”
BR

22 janeiro 2014

Secretário de Estado americano fez a declaração na Conferência Genebra 2; ele deixou claro que de forma alguma “o homem que comandou a resposta brutal contra seu próprio povo pode recuperar a legitimidade para governar.”

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário de Estado americano, John Kerry, deixou claro na Conferência Genebra 2 que o presidente sírio Bashar al-Assad não fará parte do governo de transição.

No discurso de abertura do encontro em Montreux, esta quarta-feira, Kerry afirmou que um governo de transição significa que não pode ser formado por uma pessoa que é contestada por um dos lados da negociação.

Legitimidade

Para o representante dos Estados Unidos, isso quer dizer “que de forma alguma o homem que comandou a resposta brutal contra seu próprio povo pode recuperar a legitimidade para governar”.

Kerry declarou que a “pessoa certa para liderar o país não vem da tortura, de bombas, ou de mísseis Scud”. Segundo ele, essa pessoa virá do consenso da população.

O secretário de Estado americano lembrou que “a revolução na Síria não começou como uma resistência armada, mas pacificamente”.

Rússia

Já o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, que também discursou na Conferência sobre a Síria, afirmou que o objetivo de todos é alcançar um acordo para o fim do conflito.

Segundo Lavrov, “as negociações não serão simples nem rápidas”.

O ministro russo disse ainda que a comunidade internacional não pode deixar que a crise se espalhe pelo Oriente Médio.

Ele explicou que a transformação na Síria só será eficaz se conduzida por meios pacíficos, sem o uso de força, e através de um diálogo nacional.

Lavrov declarou que os sírios devem negociar entre eles a implementação do Comunicado de Genebra, de junho de 2012 e que a comunidade internacional deve incentivá-los neste processo.

Força

John Kerry afirmou que o conflito já causou a morte de mais de 130 mil pessoas.

Segundo ele, a fome tem sido usada como arma de guerra e recentemente, foram divulgados relatos de tortura e execução de milhares de prisioneiros.

Kerry encerrou o discurso dizendo que estão presentes à reunião todos os que têm condições de ter um impacto nas decisões que serão tomadas. O secretário americano disse ainda que se os participantes se unirem, poderão criar uma resolução que leve a paz à região e ao povo sírio.

 *Apresentação: Leda Letra.

 

 

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