ONU exorta ao diálogo devido à violência na Ucrânia

21 janeiro 2014

Agências noticiosas relataram distúrbios entre manifestantes e a polícia que fizeram vários feridos nesta terça-feira, em Kiev; alta comissária para os direitos humanos diz que nova lei diz impõe condições rigorosas para o exercício de direitos fundamentais.

Eleutério Guevane,da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que continua a seguir de perto e com preocupação os últimos desenvolvimentos na Ucrânia.

O país é marcado por violentos confrontos entre manifestantes antigovernamentais e a polícia, que iniciaram em novembro com a não assinatura de acordos de aproximação com a União Europeia. 

Fogos da Artifício

Na capital, Kiev jovens atiraram coquetéis molotov e fogos-de-artifício contra patrulhas policiais de estradas em direção ao Parlamento. De acordo com os relatos, vários manifestantes teriam sido espancados por elementos da corporação.

Ban reitera o apelo a todas as partes para que ajam com moderação para evitar uma nova escalada da violência, e que defendam os princípios democráticos da liberdade de expressão e de reunião pacífica.

Diálogo

O Secretário-Geral diz ter conhecimento dos esforços renovados no sentido de diálogo, tendo instado a todas as partes que se envolvam num diálogo significativo, sustentado e inclusivo. O chefe da ONU falou ainda sobre a necessidade de um acordo entre os ucranianos acerca do caminho a seguir para o futuro do seu país.

Nesta terça-feira, a alta comissária para para os Direitos Humanos, Navi Pillay destacou a necessidade urgente de diálogo construtivo para evitar uma nova escalada da instabilidade no país.

Feridos

Navi Pillay considerou preocupantes os confrontos dos últimos dias no centro da capital ucraniana, que teriam resultado em vários feridos. A representante lançou um apelo a todas as partes com vista ao envolvimento num diálogo construtivo para evitar um novo escalar de distúrbios.

O comunicado de Pillay também revela graves preocupações com o pacote legislativo aprovado a 16 de janeiro, sobre o qual destaca que introduz condições rigorosas para o exercício de direitos fundamentais.

Entre as áreas abrangidas, a alta comissária destaca os direitos à liberdade de associação, de reunião e de expressão. Para a responsável, as leis publicadas nesta terça-feira impõem punições como penas de prisão em caso de violação.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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