Ao deixar ONU, embaixador cabo-verdiano prevê “século 21 de África”

17 janeiro 2014

António Lima destaca potencial de jovens, dos recursos e das novas tecnologias para o continente; diplomata manifesta satisfação com visibilidade do seu país nas Nações Unidas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O embaixador de Cabo Verde junto das Nações Unidas, António Lima, disse que vê a juventude, os recursos naturais e as novas tecnologias como fatores que devem transformar África no continente do século 21.

António Lima falava à Rádio ONU, em Nova Iorque, antes de partir, nesta sexta-feira para a Cidade da Praia, após ter cumprido seis anos no cargo.

Futuro Positivo

“Nós somos o continente que vai marcar o Século 21. Eu tenho uma consciência clara disso. Portanto, evidentemente que temos conflitos mas é preciso não ver só os conflitos é preciso ver também esta juventude que está cada vez mais bem-educada e tem uma conexão imediata. Nós somos um dos primeiros do mundo, neste continente apesar de pobre, a ter uma conexão com smartphones e a internet. Penso que que a nossa juventude africana está a demonstrar que tem uma potencialidade enorme com a qual devemos contar para ver o futuro de África de uma forma mais positiva”, disse.

Lima disse que os conflitos no Sudão do Sul e na República Centro-Africana “são políticos e devem ser resolvidos de forma politica.” Ambos  foram apontados como motivos de amargura no seu mandato, ao lado de outros fatores que considerou não resolvidos.

Progressos

“A reforma do Conselho de Segurança, o tratamento do Oriente Médio, a situação dos conflitos em África. Enfim, há várias razões embora globalmente no fim dos seis anos em que estive aqui tenha visto grandes grandes progressos como a conclusão do acordo sobre as armas.”

Para Cabo Verde , o diplomata diz seguir com consistência de ter dado visibilidade no país. No ambiente diplomático, disse que a sua prestação foi marcada pelas relações multilaterais nas quais se destacou pela participação ativa em temas como as negociações sobre o clima.

Em 2013, António Lima e colegas da Roménia, da Costa Rica, do Canadá e de Nauru lançaram o  CD “Embaixadores cantam Pela Paz”, em tradução livre. O trabalho inclui músicas recriadas de John Lennon e o “We Are the World”, de Michael Jackson e Lionel Richie.

 

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