Unicef alerta para impacto do uso de menores no conflito centro-africano

17 janeiro 2014

Meninas integram grupo de crianças-soldado que passaram recentemente de grupos armados para os cuidados da agência; PMA prevê que falta de fundos resulte no corte do atendimento aos civis.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Mais de 6 mil menores estão a operar como crianças-soldado na capital da República Centro-Africana, anunciou esta sexta-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Em Genebra, a agência disse que foram libertados 23 adolescentes entre 14 e 17 anos de grupos armados na capital, Bangui.

Grupos Armados

Ao anunciar a estimativa, a porta-voz do Unicef,  Marixie Mercado, destacou ações vista a libertar os menores e a reuni-los com as suas famílias. Desde maio passado, a agência conseguiu libertar 229 crianças-soldado associadas a grupos armados.

Os recém-libertados incluem seis meninas e estão num centro do Unicef no país. A medida resultou de negociações entre representantes da ONU e autoridades de transição da República Centro-Africana.

A agência lembra que a crise no país causou uma emergência humanitária, com “consequências brutais para as crianças.”

Falta de Fundos

Na cidade suíça, o Programa Mundial de Alimentos, PMA, disse prever que a partir de março não possa atender os civis devido à falta de fundos. O deficit atual é de US$ 95 milhões necessários para comida, nutrição e refeições nas escolas.

Entretanto, alimentos e outros artigos de auxílio para a República Centro-Africana estão retidos em 400 camiões parados na fronteira do país com os Camarões devido a “uma combinação de fatores.”

Merendas

Na capital, os stocks de cereais são considerados insuficientes, no que levou a agência a substituir o arroz por milho nas refeições para os civis.

O PMA diz que a partir de segunda-feira será forçada a cortar merendas e a suspender a distribuição alimentar fora do aeroporto de Bangui e de Bossangoa.

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