Impuninade, segurança e retorno de deslocados desafiam o Mali

16 janeiro 2014

ONU fala de necessidade de penalizar criminosos e envolvidos na corrupção; relatório do Secretário-Geral menciona implantar mais forças de paz no norte.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O representante especial do Secretário-Geral para o Mali considerou prioritário restaurar a estabilidade e a segurança do país com o apoio da comunidade internacional.

Falando ao Conselho de Segurança, Bert Koenders disse que o progresso na reconciliação nacional passa por levar envolvidos em crimes e na corrupção à justiça, bem como pelo fortalecimento das instituições e lideranças.

Golpe de Estado

O órgão debateu, esta quinta-feira, a situação maliana no evento que também analisou o relatório sobre o país da África Ocidental elaborado pelo chefe da ONU.

Há dois anos, o país foi marcado por um golpe de Estado seguido por combates entre as forças governamentais e rebeldes tuaregues. O norte foi ocupado por grupos radicais islamitas.

No ano passado, o Conselho de Segurança aprovou a Missão Integrada de Apoio ao país liderada pelos africanos, Minusma, composta por 12,6 homens. O mandato inclui o uso dos meios necessários para a estabilização em áreas como segurança, proteção de civis e do património cultural.

Expectativas

Koenders disse que os desafios de segurança e as expectativas dos malianos são grandes, após o conflito.

O responsável considerou importante que a comunidade internacional continue a apoiar os esforços para disponibilizar e implantar forças do Minusma no norte.

Bert Konders realçou haver progressos nos esforços ligados às operações humanitárias,  mas considerou que o regresso de cerca de meio milhão de pessoas para as suas casas será um grande desafio para 2014.

 

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