Em Luanda, líderes africanos saúdam apoio da ONU

16 janeiro 2014

Cimeira dos Grandes Lagos concluiu avaliação da estabilidade e desenvolvimento na região; presidência angolana propõe ajuda humanitária para Estados em crise.

Herculano Coroado, da Rádio ONU em Luanda.

Líderes da região africana dos Grandes Lagos saudaram as Nações Unidas pelo apoio à paz, especialmente na República Democrática do Congo.

A Cimeira de líderes de 12 países, que decorreu nesta quarta-feira em Luanda, destacou o apoio de instituições multilaterais internacionais para o conflito armado no país.

Apoios 

Ao assumir a presidência do bloco africano para os próximos  dois anos, Angola propôs o apoio humanitário aos países em crise, tais com a República Centro Africana e o Sudão do Sul.

Ao discursar no evento, o presidente José Eduardo dos Santos disse que a ajuda pode ser extensiva ao reforço das instituições e à formação dos quadros militares.

“Através dos contingentes das Nações Unidas, neste caso a Monusco (Missão da ONU na República Democrática do Congo), a assistência ajuda à Brigada de Intervenção que está constituída para apoiar o processo de pacificação no leste da RD Congo”, declarou.

Forças Negativas

Os países reconhecem que as entidades internacionais apoiaram a neutralização dos grupos rebeldes e a eliminação daquilo que consideraram ser as “restantes forças negativas do longo conflito armado congolês.”

A Cimeira definiu também as linhas estratégicas para a segurança, estabilidade e desenvolvimento da região profundamente assolada pela violência e conflitos armados.

Aposta

Na leitura das conclusões do evento, o secretário executivo do bloco, Tumba Luaba, disse que a aposta no desenvolvimento deve basear-se no combate à exploração ilegal dos recursos naturais e a projeção de um fórum de investimento privado regional.

Já a representante do Secretário-Geral da ONU para os Grandes Lagos realçou a sua crença de que a solidez do quadro de paz e segurança na região depende do trabalho conjunto de todos os governos, para que se possa alcançar a paz, segurança, cooperação e desenvolvimento.

Mary Robinson, disse na cimeira que ainda existe um longo caminho a percorrer no sentido da transformação da região numa zona de paz, segurança e estabilidade duráveis.

 

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