Ataques piratas registam nível mais baixo em seis anos5

15 janeiro 2014

Câmara de Comércio Internacional fala em 264 ataques realizados em 2013, uma queda de 40% em relação ao pico de 2011; principal razão foi a diminuição das ações na costa da Somália.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Um estudo da Câmara de Comércio Internacional, CCI, revela que a pirataria no mar alcançou o menor nível em seis anos, com 264 ataques registados no mundo em 2013.

O total de ações representa uma queda de 40% em relação ao pico observado em 2011. Na costa da Somália, houve 15 incidentes no ano passado, comparativamente aos 237 ataques de piratas de 2011.

Violência

O relatório anual sobre pirataria global mostra que no último ano, mais de 300 pessoas foram feitas reféns no mar e 21 ficaram feridas com armas ou facas. O CCI destaca que os piratas nigerianos foram particularmente violentos, ao terem morto um membro de tripulação e sequestrado 36 pessoas.

Foram 202 navios invadidos, 12 sequestrados, 22 alvejados e mais 28 tentativas de ataques.

Estabilização

Segundo o relatório, a diminuição dos ataques ao largo da costa da Somália foi a razão para a queda na pirataria global. Os saqueadores teriam sido desencorajados pelo papel-chave das Marinhas internacionais, o uso de segurança privada armada nos navios e a estabilização da influência do governo central do país do Corno de África.

Já 19% dos ataques mundiais ocorreram na África Ocidental, com piratas nigerianos responsáveis por 31 dos 51 ataques, das quais 49 pessoas feitas reféns e 36 sequestradas. Os números na região foram os maiores desde 2008. Os piratas lideraram ataques nas águas da Nigéria, do Gabão, do Togo e da Côte d’Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim.

Na Indonésia, o relatório destaca um alto número de assaltos à mão armada. Os ataques de piratas na Índia e em Bangladesh também foram considerados “de baixo impacto e oportunistas”

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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