No Kuwait, ONU pede US$ 6,5 mil milhões para apoiar sírios

15 janeiro 2014

Secretário-Geral diz que 40% dos hospitais não funcionam devido ao conflito; até agora, maiores doadores foram o Kuwait com US$ 500 milhões e os Estados Unidos com US$ 380 milhões.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

As Nações Unidas precisam de US$ 6,5 mil milhões neste ano para prestar auxílio às vítimas do conflito sírio, disse esta quarta-feira o Secretário-Geral.

Ao presidir a conferência de doadores para o país na Cidade do Kuwait, Ban Ki-moon  disse que o dinheiro deve ajudar cerca de 9,5 milhões de pessoas.

Fora da Escola

No seu discurso, o chefe da ONU sublinhou que 40% dos hospitais não funcionam devido ao conflito, que já fez mais de 100 mil mortos em cerca de três anos. Mais de 2 milhões de crianças estão fora da escola.

No encontro, o Kuwait prometeu US$ 500 milhões enquanto os Estados Unidos anunciaram uma contribuição de US$ 380 milhões. A União Europeia dispensou US$ 225 milhões, 60 milhões a mais que a Grã-Bretanha. Os outros contribuintes coram o Catar e a Arábia Saudita com US$ 60 milhões cada um.

Soluções

A reunião para arrecadar fundos decorreu uma semana antes da Conferência de Genebra 2, na qual a  comunidade internacional deve discutir  soluções para o conflito com rebeldes e o governo sírio.

Como exemplo do impacto dos confrontos nos países da região, Ban citou um estudo que indica a queda do crescimento do Produto Interno Bruto do Líbano em 3%, equivalente a perdas de até US$ 7,5 mil milhões.

Arma de Guerra

O outro exemplo é a Jordânia, onde avaliações oficiais demostram que o custo do acolhimento dos refugiados sírios ultrapassa os US$ 1,5 mil milhão.

A chefe da ONU para a Assistência Humanitária disse que na Síria, o cerco tornou-se uma arma de guerra, com milhares de pessoas isoladas sem suprimentos nem acesso a serviços básicos.

Esperança e Fé

Valerie Amos, que visitou a Síria até ao fim de semana, disse estar  profundamente perturbada com relatos contínuos de pessoas sitiadas que ficaram sem alimentos em comunidades com até 245 mil pessoas.

Além de referir a fome, Amos disse que as vítimas perderam a esperança e a fé na capacidade de ajuda da comunidade internacional. A representante citou áreas onde a  situação é causada por grupos da oposição e pelas forças do governo.

Perda do Valor

A situação de refugiados palestinianos da Síria também foi mencionada no evento, onde foi anunciado que mais de 50 mil casas foram danificados.

As Nações Unidas dizem que a crise afeta quase todos os sírios com a queda de 45% do PIB e a perda do valor da moeda do país, a libra síria, em cerca de 80%.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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