FMI prevê continuação de “crescimento robusto” na África Subsaariana

10 janeiro 2014

Diretora executiva do orgão fala de “perspetivas animadoras” para a região; no Mali, Christine Lagarde diz que crescimento tem contríbuido para a melhoria dos padrões de vida na África Subsaariana.

Ana Duarte Carmo, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A diretora executiva do Fundo Monetário Internacional, FMI, referiu que “as perspetivas para a África Subsaariana são animadoras”. As declarações foram feitas por Christine Lagarde no Mali, onde se encontra em visita oficial até esta sexta-feira.

A representante disse “esperar que a região continue a desfrutar de um crescimento robusto”. As projeções do FMI, lançadas em outubro passado, apontam para 6% em 2014.

Desempenho

A África Subsaariana foi a segunda região a registar um maior crescimento nos últimos anos, logo a seguir à Ásia.

Segundo a chefe do orgão, este desempenho tem contribuído para a redução dos níveis de pobreza e para a melhoria dos padrões de vida da população.

África Ocidental protegida

Para Lagarde, a inflação baixa, a redução dos níveis de dívida pública e a gestão adequada das reservas internacionais acabaram por proteger a região da crise financeira global.

As melhorias foram particularmente significativas no Mali. E devido à recuperação económica da Costa do Marfim, a União Económica e Monetária da África Ocidental, Uemoa, foi uma das regiões africanas a registar um maior crescimento.

Os restantes países integrantes da Uemoa são Benim, Burkina Faso, Mali, Níger, Senegal e Togo.

Lagarde pediu aos responsáveis políticos que “se mantenham atentos a possíveis ameaças ao crescimento, tais como uma menor procura nas economias emergentes, mudanças desfavoráveis nos preços de bens básicos ou custos elevados de financiamento”.

* Apresentação: Denise Costa

 

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