Sudão do Sul: bases da ONU à míngua de espaço devido aos deslocados

9 janeiro 2014

OIM regista desalojados que pediram abrigo nas instalações da operação de paz em Juba; agências noticiosas dão conta da interrupção das negociações para um cessar-fogo em Adis Abeba.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

As bases da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, Unmiss, na capital Juba registam uma pressão por espaço para alojar deslocados do conflito entre o exército e rebeldes.

A informação veiculada, esta quinta-feira, no site da missão foi dada por um dos técnicos da Organização Internacional para Migrações, OIM, que está a registar os desalojados nas duas áreas da capital.

Abrigos

Além do potencial congestionamento, as pessoas carecem de abrigos plásticos temporários nas bases de Tong Ping e da Casa da ONU nos arredores de Juba.

Desde 15 de dezembro, pelo menos 1 mil pessoas morreram e cerca de 200 mil foram deslocadas devido aos combates. As bases da organização abrigam 62 mil civis, com cerca da metade nas duas bases da capital.

Negociações

Entretanto, agências noticiosas dizem que as negociações para um cessar-fogo mediadas por países africanos na capital etíope, Adis Abeba, estão paralisadas.

No país, os técnicos apontam para um número que aumenta diariamente, com o espaço a tornar-se cada vez menor. O outro grande desafio é a disponibilidade de água e de latrinas que ameaçam fazer surgir surtos de doenças.

Quase um mês após o início de combates entre o exército e rebeldes, a Unmiss diz haver poucos sinais de retorno a casa por parte dos milhares de civis que pediram refúgio nos seus acampamentos de Juba.

Empreendimentos

Parte destes diz sentir-se mais seguro nas instalações da missão do que viver nas suas casas. Outros abriram empreendimentos para a venda de artigos como alimentos, chá e outros bens essenciais.

Além de água fornecida pela Unmiss e outros parceiros humanitários, tanques comerciais fornecem o líquido para ser usado na preparação de alimentos e para a venda.

Serviços

Agências da ONU e outras organizações não-governamentais trabalham coordenadas para prestar serviços essenciais aos deslocados internos como abrigo, cuidados de saúde, água e comida.

Para o trabalho considerado “cada vez mais desafiador”, o crescimento do número de civis nas bases da Unmiss é apontado como um desafio comum.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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