China destrói 6,2 toneladas de marfim ilegal
BR

6 janeiro 2014

Secretário-Geral da Cites apoia iniciativa e ressalta que a mensagem do país é de não tolerar o tráfico ilegal do produto; China é o principal destino do marfim obtido a partir do chifre de elefante.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Selvagens da Fauna e da Flora, Cites, apoiou a iniciativa da China de destruir 6,2 toneladas de marfim ilegal. A ação ocorreu esta segunda-feira, na cidade de Guangzhou, no sul do país.

O Secretário-Geral da Cites discursou no evento e lembrou que a China é o principal destino do marfim ilegal obtido a partir do chifre de elefantes.

Mensagem Clara

Para John Scanlon, com a destruição do material, o país envia ao mercado doméstico e internacional “a mensagem clara de que não irá tolerar esse comércio ilegal.”

O representante da Cites também destaca que as medidas tomadas pela China tanto dentro do país, quanto em colaboração com outros Estados, ampliam os esforços de pôr um fim ao tráfico do marfim de elefante e de outras espécies selvagens.

Extinção

Durante a destruição pública do marfim, Scanlon lembrou que o tráfico ilegal tem um impacto arrasador no elefante africano e também ameaça a vida e o sustento de pessoas.

Segundo dados da Cites, 22 mil elefantes foram assassinados ilegalmente em 2012 em 27 países da África. A caça do animal está num nível muito elevado e neste ritmo, pode levar à extinção do elefante africano.

John Scanlon cita medidas tomadas por outros países além da China, como no Quênia, onde novas leis impõe penas severas a pessoas envolvidas com crimes de animais selvagens.

O chefe da Cites também destaca a Malásia, onde foram criados 43 cargos para fiscalização e repressão do tráfico ilegal.

 

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