Problemas de segurança limitam ação humanitária no Sudão do Sul, diz ONU

Problemas de segurança limitam ação humanitária no Sudão do Sul, diz ONU

Agências noticiosas informam que representantes de partes em conflito tiveram primeiro encontro com mediadores com vista a resolver a crise; Ocha estima que violência tenha deslocado mais de 200 mil pessoas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O coordenador humanitário das Nações Unidas no Sudão do Sul, Toby Lanzer, disse esta terça-feira que agências de auxílio estão a reduzir o seu trabalho, especialmente nas cidades mais afetadas pela violência.

Os outros pontos considerados críticos são as localidades rurais para onde os civis fugiram em busca de segurança, devido ao recrudescimento da violência que já fez mais de 200 mil deslocados.

Questão de Urgência

Nesta sexta-feira, um pedido foi lançado, em Genebra, a todas as partes envolvidas no conflito para que possam garantir que os civis sejam poupados dos combates e que a paz e o Estado de direito sejam restaurados como uma questão de urgência.

A medida surge no dia em que foi oficialmente anunciado o início de negociações para um cessar-fogo no país na capital etíope, Adis Abeba. De acordo com agências noticiosas, negociadores do governo e dos rebeldes sul-sudaneses encontraram-se com mediadores, mas ainda não mantiveram uma reunião direta.

Apoiantes

Estima-se que pelo menos 1 mil pessoas tenham morrido no país devido aos confrontos iniciados a 15 de dezembro. Os combates envolvem apoiantes do presidente sul-sudanês, Salva Kiir, e o seu antigo adjunto, Riek Machar.

De acordo com o Escritório da ONU para Assistência Humanitária, Ocha, cerca de 60 mil deslocados internos estão abrigados em bases das Nações Unidas em todo o país.

Auxílio

De acordo com a entidade, a cidade de Awerial , no estado de Lagos concentra o maior número de civis. Cerca de 76 mil pessoas foram registadas e começaram a beneficiar de alimentos, produtos não alimentares e outros bens básicos das agências de auxílio.

As Nações Unidas referem que, até ao momento, as contribuições alcançadas estão aquém dos US$ 166 milhões necessários para prestar assistência aos necessitados durante o próximo trimestre.

Mas o Ocha disse ter um plano que deve permitir o fornecimento de assistência adicional aos que foram gravemente atingidos pela crise. Os beneficiários também incluem os sudaneses refugiados nos estados de Unidade e do Alto Nilo que têm vindo a ser apoiados no Sudão do Sul.