Quase dois meses após tufão, milhares de filipinos continuam desabrigados
BR

31 dezembro 2013

Agências humanitárias estão muito preocupadas com a falta de dinheiro para fornecer abrigo aos sobreviventes; pelo menos 100 mil pessoas ainda estão em centros de emergência.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

As organizações humanitárias que trabalham nas Filipinas estão cada vez mais preocupadas com a falta de fundos para fornecer abrigo aos sobreviventes do tufão Haiyan.

O país foi atingido pelo desastre natural no dia 8 de novembro e quase dois meses depois, 100 mil pessoas continuam morando nos centros de emergência, muitos vivendo em tendas.

Plano de Resposta

Com a passagem do tufão na região central das Filipinas, mais de 4 milhões de civis ficaram desalojados e mais de 5 mil morreram.

Segundo o Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha, o plano de resposta ao tufão Haiyan, com duração de um ano, requer US$ 788 milhões ou mais de R$ 1,8 bilhão.

Deste total, as organizações que trabalham para fornecer abrigos pedem US$ 178 milhões e US$8 milhões são necessários para coordenação e manejo em campo.

Ajuda Privada

De Genebra, o porta-voz do Ocha, Jens Laerke, explicou que até o momento, os dois setores críticos receberam, respectivamente, apenas 10% e 20% do apelo. No geral, o plano estratégico de resposta ao tufão Haiyan recebeu 39% da verba requisitada.

O escritório da ONU lembra que as organizações que prestam assistência devem buscar em fontes públicas e privadas materiais e equipamentos para ajudar os filipinos desalojados a reconstruir suas casas.

As aulas devem ser retomadas no dia 6 de janeiro, mas em duas regiões do país, a maioria dos deslocados está abrigado em escolas. Segundo o Ocha, será necessário coordenar de perto as necessidades dos desalojados e das crianças que precisam voltar a estudar.

O escritório ressalta ainda que a assistência alimentar está menor e os supermercados locais estão funcionando com apenas 30% dos níveis de antes do tufão.

 

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