Luísa Diogo aborda desafios da agenda do setor privado na Cplp

30 dezembro 2013

Antiga chefe do governo moçambicano disse à Rádio ONU que área ainda é critica para promover crescimento dos países; para a economista, integração regional dos territórios garante maior flexibilidade para o bloco lusófono.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A antiga primeira-ministra de Moçambique disse que a agenda da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, para o setor privado deve assentar nas vantagens do espaço geograficamente descontinuado.

Luísa Diogo falou em exclusivo à Rádio ONU, de Maputo, numa entrevista que fez parte da série de antigos governantes que prestaram serviço à organização após terem cumprido os seus mandatos.

Blocos

“Se estivesse num espaço continuado, a sua heterogeneidade e a sua capacidade de interagir com outros blocos mundiais seria mais limitada. Então, os membros da Cplp conseguem conseguem trazer para o bloco a sua agenda como membros da comunidade de países de língua portuguesa mas também a sua experiência de interação e as lições aprendidas da interação com os seus blocos. Isso significa que, quando falamos do desenvolvimento do setor privado, no caso da Cplp, olhamos para os níveis de desenvolvimento em cada um dos países e também para o que estes trazem como experiência na região onde se encontram”, disse.

Moçambique coordena, atualmente, a agenda do setor privado do bloco das oito nações. Diogo defende que há uma maior flexibilidade no plano, trazida pelo facto de se considerar a integração territorial na área dos países-membros.

Interagir 

Conforme referiu, a visão coincide com o ideal do Painel da ONU sobre o Setor Privado, do qual a ex-chefe do governo fez parte, em 2002.

“Através do que são conclusões que foram tiradas neste tipo de painéis e agenda das Nações Unidas, e tendo participado, na altura, neste painel do setor privado, viemos mais e melhor equipados para interagir com os restantes países da Cplp. Não é por acaso que  no desenvolvimento de uma agenda profunda desta área, Moçambique aparece a ser eleito”, salientou.

Luísa Diogo, que agora atua no setor privado e empresarial no seu país, disse que, na ONU, partilhou o perfil do processo de privatização de 4 mil empresas no seu país na fase de transição para a economia de mercado.

O seu mandato em frente do governo moçambicano foi de 2004 a 2010.

 

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