Mais de 2 milhões de centro-africanos precisam de ajuda humanitária

30 dezembro 2013

Ocha lança apelo urgente para angariar US$ 152 milhões; agências humanitárias reforçam a sua presença na República Centro-Africana.

Ana Duarte Carmo, da Rádio ONU em Nova Iorque*

A mais recente avaliação da situação do conflito na República Centro-Africana aponta que 2,2 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária. O valor corresponde a quase metade da população do país.

Até ao momento, 233 mil centro-africanos já procuraram refúgio nos países vizinhos, revelou o Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha.

Apelo

Na sexta-feira, o escritório declarou que é urgente reunir US$ 152 milhões para dar resposta às necessidades prioritárias e para alojar mais deslocados na capital, Bangui, e em outros nove distritos.

O apelo deve cobrir apenas as carências imediatas dos afetados pela crise. Oplanode assistência humanitária foi redefinido, devido ao agravamento da situação. O montante é necessário para salvar vidas e para garantir a proteção de 1,2 milhões de centro-africanos durante os próximos três meses.

Segundo o coordenador de ajuda humanitária na República Centro-Africana, Abou Dieng, "milhares de pessoas estão numa situação deplorável e é necessário que se aja imediatamente para evitar uma catástrofe humanitária".

Calcula-se que um total de 370 mil pessoas tenham sido forçadas a deixar as suas casas para se refugiar em acampamentos improvisados estabelecidos na capital de Bangui, e que já se tenha atingido um total de 400 mil deslocados internos.

Agências humanitárias

Apesar do aumento da insegurança no país, as agências humanitárias reforçaram a sua presença e continuam a dar assistência aos mais vulneráveis.

Dieng elogia "a coragem dos trabalhadores que decidiram ficar ao lado dos centro-africanos numa altura tão difícil" e afirma que "não poderia haver melhor momento para os doadores ajudarem aqueles que dão apoio a quem precisa".

* Apresentação: Denise Costa

 

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