Após ataque em campo no Iraque, ONU pede ação imediata do governo
BR

27 dezembro 2013

Foguetes foram lançados no acampamento de Hurriya, matando vários desalojados; representente das Nações Unidas no país quer garantia da segurança para os civis iraquianos.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas estão pedindo ao governo do Iraque para garantir segurança máxima a 3,2 mil exilados em um campo próximo ao aeroporto de Bagdá.

Um ataque de foguetes na noite de quinta-feira matou pelo menos três residentes do acampamento e deixou outros feridos.

Preocupação

Para o representante especial do Secretário-Geral no país, a ação foi um novo lembrete do aumento da violência no Iraque. Nickolay Mladenov expressou muita preocupação com o ataque.

Os foguetes atingiram o acampamento de Hurriya, que abriga os exilados, sendo que muitos são iranianos que estão no local desde a década de 1980.

Investigação

Mladenov pediu a garantia do aumento da segurança, destacando que a responsabilidade de proteger os residentes do campo é do governo iraquiano, segundo um acordo firmado com a ONU em 2011.

O representante quer ainda a investigação completa do incidente e que os responsáveis sejam levados à justiça. O ataque com foguetes também foi condenado pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur.

A agência apela aos países para agir urgente e garantir a transferência de 1,4 mil civis do campo Hurriya. Desde 2011, o Acnur e a Missão da ONU no Iraque trabalham em conjunto tentando encontrar oportunidades para realocar os residentes. Mas até agora, somente 311 exilados conseguiram deixar o campo, entre os 3,2 mil moradores.

 

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