Natal foi marcado por muita violência na República Centro-Africana
BR

26 dezembro 2013

Afirmação é do representante especial do Secretário-Geral, Babacar Gaye; ele disse que confrontos entre duas facções resultaram em mortes e dificuldades de acesso em algumas comunidades.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A tensão aumenta na República Centro-Africana, especialmente na capital Bangui, com muitos bairros difíceis de serem acessados. Quem afirma é o representante especial do Secretário-Geral da ONU no país.

Segundo o general Babacar Gaye, o Natal na República Centro-Africana foi “dramático”, com uma enorme violência em Bangui. O enviado cita ações contra soldados que têm mandato do Conselho de Segurança e violência entre pessoas armadas de duas facções rivais.

Sofrimento

Gaye lamenta que os atos tenham causado mortes e sofrimento à população. Segundo o representante, a tensão é tanta que muitos oficiais nem foram trabalhar e ele avalia a situação em Bangui como “muito difícil.”

A Organização Mundial da Saúde, OMS, informou que 2,6 toneladas de material médico continuam paradas no aeroporto da capital. A entrega aos agentes de saúde está atrasada devido à preocupação com a segurança.

A carga inclui medicamentos para tratar o grande número de pessoas feridas pela violência no país. Segundo o Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha, 214 mil civis estão desalojados só na capital da República Centro-Africana.

Crianças

Para responder à emergência no setor de saúde, a OMS afirma que são necessários US$ 39 milhões nos próximos 100 dias.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, expressou esta quinta-feira “grande preocupação” com a violência no país, que pode colocar a vida da população em risco, especialmente a de crianças que sofrem de desnutrição severa.

Os conflitos na República Centro-Africana começaram com ataques dos rebeldes muçulmanos Seléka, que forçaram o presidente François Bozizé a deixar o país em março.

Desde então, um governo de transição tem a tarefa de restaurar a paz e criar o caminho para eleições democráticas. Mas com grupos cristãos armados do movimento anti-Balaka, conflitos inter-comunitários surgiram em Bangui no começo do mês.

 

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