Sob intensa pressão, ONU apoia afetados pela violência no Sudão do Sul

23 dezembro 2013

Relatos apontam para saque de complexos com mantimentos; ocupada por rebeldes, cidade de Bor tem 17 mil vítimas em busca de proteção na base local da Missão da ONU do Sudão do Sul.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O coordenador humanitário das Nações Unidas no Sudão do Sul disse, esta segunda-feira, que os trabalhadores da área estão sob intensa pressão no apoio das vítimas da violência. De acordo com Toby Lantzer, em todo o país estão a ser saqueados complexos com mantimentos.

Em nota, o representante sublinha que a situação é particularmente má nos estados de Jonglei e Unidade, onde milhares de civis foram deslocados pelos confrontos entre o exército e rebeldes.

Golpe

Os combates iniciados há quase uma semana opõem forças leais ao presidente Salva Kiir, que acusa o seu antigo vice  de ter tentado perpetrar um golpe de Estado. Riak Machar, que foi demitido em julho, nega as acusações.

Logo após ter regressado de Bor, Lantzer disse ter testemunhado relatos comoventes de sofrimento, incluindo de crianças separadas dos seus pais. As autoridades anunciaram a preparação de uma entrada de tropas na cidade que desde a última quarta-feira é controlada pelos rebeldes.

Proteção

Estima-se que 17 mil pessoas procuraram proteção na base da Missão da ONU do Sudão do Sul, Unmiss, estacionada na área.

Em nota, o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, pediu a proteção das crianças, tendo realçado preocupação profunda com a escalada da violência em todo o país.

Violência

Lantzer disse que agências de auxílio respondem às necessidades de milhares de civis afetados pela violência, incluindo cerca de 20 mil pessoas albergadas em dois complexos da Unmiss em Juba.

Os serviços oferecidos nas duas bases incluem água e saneamento, além de abrigo e de cuidados de saúde de emergência para os deslocados. Para atender às necessidades nutricionais urgentes das crianças e de outras pessoas vulneráveis são distribuídos biscoitos energéticos.

Estão igualmente a ser escavadas latrinas de emergência, paralelamente à entrega de suprimentos cirúrgicos, medicamentos e kits de saúde reprodutiva nos hospitais da capital sul-sudanesa.

 

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