Ban prestou solidariedade e prometeu ajuda para as Filipinas
BR

21 dezembro 2013

Secretário-Geral visitou este sábado Tacoblan, cidade devastada pela tempestade há pouco mais de um mês; ele disse que a ONU trabalha com governo para reconstruir comunidades melhores e mais seguras.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, prometeu, este sábado, ajudar o povo filipino atingido pelo tufão Haiyan, que devastou partes do país em novembro.

Durante visita a Tacoblan, Ban disse que estava profundamente triste com o que viu na região, “uma imensa quantidade de vidas perdidas e destruição total”.

Reconstrução

O chefe da ONU elogiou a força dos filipinos e disse que as Nações Unidas vão continuar trabalhando com o governo do país para reconstruir comunidades melhores e mais seguras.

Depois de caminhar por Tacoblan, Ban disse que é difícil descrever o sofrimento do povo e a devastação deixada pela tempestade.

A cidade sofreu o maior impacto do tufão Haiyan, que atingiu o país em 8 de novembro. A tempestade matou quase 6 mil pessoas e afetou aproximadamente 14 milhões.

Falando a jornalistas, Ban enviou mensagem aos filipinos dizendo para que nunca se desesperem porque a ONU e o mundo estão prontos para ajudá-los.

Recursos

O Secretário-Geral elogiou também a liderança do presidente Benigno Aquino para lidar com a tragédia.

Ele afirmou que a ONU vai continuar mobilizando recursos para ajudar o país, incluindo os US$ 800 milhões, quase R$ 2 bilhões, anunciados na semana passada como parte da estratégia de resposta humanitária da organização para 2014.

Ban disse ainda que, neste momento, é muito difícil atribuir uma única tempestade à mudança climática. Mas ele citou que a intensidade e a magnitude da destruição e a frequência dos desastres naturais indicam claramente o que os cientistas estão dizendo.

Tempestades

Segundo Ban, os especialistas afirmam que essas tempestades podem estar sendo causadas pelas mãos dos homens porque a mudança do clima tem sido causada pelos seres humanos.

O chefe da ONU declarou que a solução deve ser encontrada pelos próprios homens.

Ban disse que mesmo não podendo evitar tempestades como o tufão Haiyan, os países podem reduzir e minimizar as mortes e os danos em propriedades.

Ele explicou que muitas organizações internacionais enviaram pessoal para ajudar nos trabalhos humanitários nas Filipinas. Segundo Ban, pelos menos 180 parceiros da ONU estão em operação na região e mais de 25 países enviaram equipes de resgate e engenharia.

 

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