ONU não considera hipótese de enviar mais efetivos ao Sudão do Sul

18 dezembro 2013

Secretário-Geral diz que estão a ser verificados relatos de muitos mortos e feridos; Conselho de Segurança aponta riscos de violência contra comunidades; mais de 20 mil sul-sudaneses abrigados em complexos das Nações Unidas em Juba.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O envio de mais tropas de paz das Nações Unidas para o Sudão do Sul não é considerado neste momento, disse esta quarta-feira o Secretário-Geral.

Falando a jornalistas, em Nova Iorque, Ban Ki-moon mencionou a presença da Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, onde decorrem combates entre elementos do exército desde domingo passado.

Relatos de Mortos

O chefe da ONU disse ainda que estão a ser verificados relatos que dão conta de muitos mortos e feridos. A organização revelou que pelo menos 20 mil pessoas estão abrigadas em dois dos seus complexos na capital Juba, além de várias centenas em Jonglei.

O apelo de Ban ao Governo é que este possa cooperar com a Unmiss na protecção e no socorro dos civis. A outra área é da investigação das denúncias de violações de direitos humanos ocorridas nos últimos dias.

Agências noticiosas citam o presidente sul-sudanês, Salva Kiir, a afirmar que um grupo de soldados apoiantes do vice-presidente demitido, Riek Machar, tentou tomar o poder pela força.

Hostilidades

O líder disse ainda que os confrontos começaram com disparos iniciados por pessoal uniformizado durante uma reunião do Movimento de Libertação do Povo do Sudão, Splm, o partido no poder.

Antes, o Conselho de Segurança prometeu acompanhar de perto e disse que pode considerar medidas apropriadas para a situação do Sudão do Sul.

Em comunicado, os Estados-membros do órgão expressam grave preocupação com os combates, além de citar alegações de existência de “um grande número de vítimas,” bem como de riscos de violência contra certas comunidades.

No comunicado, os membros do Conselho de Segurança exigem que todas as partes cessem imediatamente as hostilidades, exerçam moderação e abstenham-se da violência e de ações que possam agravar as tensões.

Direitos Humanos

É igualmente destacada a importância da proteção de todos os civis, independentemente das comunidades de origem, no pronunciamento que apela às autoridades a respeitar o Estado de Direito e os direitos humanos.

O Governo do Sudão do Sul foi instado a iniciar um diálogo com os seus opositores e a resolver pacificamente as diferenças com vista a evitar a propagação da violência.

 

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