República Centro-Africana debatida no Conselho de Direitos Humanos

17 dezembro 2013

África, Estados Unidos, União Europeia e França apoiam reunião para abordar situação do país no princípio de 2014; embaixador centro-africano quer envio rápido de peritos para a nação marcada por confrontos sectários.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Conselho de Direitos Humanos deve abordar a situação na República Centro-Africana numa sessão especial que os países africanos pretendem que seja convocada para a primeira quinzena de janeiro.

O anúncio foi feito a jornalistas nesta terça-feira, em Genebra, pelo porta-voz do órgão. Rolando Gomez citou o embaixador do país na cidade suíça, Léopold Ismael Samba, a referir que a crise não demonstra sinais de que vai terminar em breve.

Retaliação

Mais de 600 pessoas morreram devido a ataques de retaliação entre comunidades de cristãos e de muçulmanos.

A realização da sessão do Conselho é apoiada pelos países africanos, que exortaram a comunidade internacional a apoiar os esforços humanitários.

A medida foi apoiada pelos Estados Unidos, a União Europeia e a França, que também querem que seja acelerada a nomeação do relator especial para a RCA.

Novos Deslocamentos

Entretanto, o Alto Comissariado para Refugiados, Acnur, anunciou o envio de proteção adicional e mais equipas devido à deterioração da situação e a relatos de novos deslocamentos de centro-africanos.

Nos arredores da capital Bangui, a agência disse que teve acesso a cerca de 40 mil pessoas que abandonaram as suas casas devido aos pesados combates das últimas duas semanas. Ao todo, 210 mil pessoas foram deslocadas apenas na capital.

Falta de Suprimentos

A agência aponta a escassez e a insegurança alimentar como motivos de fuga de várias mulheres e crianças de Bangui em busca de refúgio na vizinha Republica Democrática do Congo.

Em apenas 10 dias, o Programa Mundial de Alimentos, PMA, disse ter assistido mais de 97 mil pessoas na capital desde que a crise começou.

Insegurança

A Organização Mundial da Saúde destaca a redução drástica do acesso aos cuidados de saúde com a falta de suprimentos médicos, devido à insegurança que afeta cadeias de fornecimento.

Os profissionais fogem da insegurança e deixam inoperacionais as unidades de saúde. Mais de metade foram pilhadas por grupos armados.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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