ONU pede cessação imediata das hostilidades no Sudão do Sul

ONU pede cessação imediata das hostilidades no Sudão do Sul

Agências noticiosas dizem que presidente Salva Kiir anunciou uma frustrada tentativa de golpe; missão da ONU confirma proteção a civis, mas nega alegações de abrigar figuras políticas ou militares.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A representante especial do Secretário-Geral no Sudão do Sul,  Hilde Johnson, pediu esta segunda-feira a cessação imediata das hostilidades e que as partes em confrontação exerçam moderação no país.

Em comunicado, Hilde Johnson disse que tem estado em contacto regular com os principais líderes, incluindo dos escalões mais altos, para pedir a calma, após tiroteios ocorridos neste domingo na capital, Juba.

Golpe

De acordo com agências noticiosas, o presidente sul-sudanês, Salva Kiir teria anunciado que uma tentativa de golpe de Estado foi frustrada. A ação teria sido levada a cabo por soldados leais ao antigo vice-presidente, Riek Machar, demitido em julho passado.

Em entrevista coletiva, Kiir disse que o governo tinha o controlo de toda a capital, e anunciou um recolher obrigatório para os civis.

Refúgio

A Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, diz que centenas de pessoas procuraram refúgio nas suas instalações sendo na sua maioria mulheres e crianças. Os pontos de concentração são a base perto do aeroporto além dos escritórios da organização no país situados na localidade de Jebel Kujur.

Na nota, a Unmiss nega qualquer sugestão de que estaria a abrigar figuras chave das áreas política ou militar. A operação lembra que não é uma agência humanitária, ainda que tenha como missão proteger os civis, aos quais está a dar assistência básica em água e tratamento médico.

*Apresentação: Denise Costa.