Ban saúda conclusão de conversações entre RD Congo e M23 em Kampala

13 dezembro 2013

Presidente do Uganda emitiu um comunicado juntamente com a presidente Joyce Banda do Malaui; os dois líderes presidiram o processo em nome da Conferência Internacional dos Grandes Lagos e da Comunidade para o Desenvolvimento dos Países da África Austral, Sadc, respetivamente.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

As Nações Unidas saudaram a conclusão do Diálogo de Kampala, nesta quinta-feira. A reunião teve à mesa de conversações representantes do governo da República Democrática do Congo, RD Congo, e do grupo de rebeldes M23.

O evento, realizado em Nairóbi, no Quénia, terminou com a assinatura de declarações de ambas as partes e um comunicado final emitido pelo presidente do Uganda e pela líder malauiana, Joyce Banda.

Sofrimento

Yoweri Museveni presidiu as conversações em nome da Conferência Internacional dos Grandes Lagos, e Banda representou a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, Sadc.

Em nota, o Secretário-Geral, Ban Ki-moon, disse que a conclusão do Diálogo de Kampala é um passo positivo para acabar com os conflitos mortais que têm causado enorme sofrimento ao povo congolês.

Limites

Em outubro, a ONU mostrou-se desapontada pelo fracasso do pacto, que deveria permitir a transformação do M23 num movimento dentro dos limites da Constituição e das leis nacionais congolesas.

Ban congratulou o governo do Uganda por abrigar e viabilizar as conversações entre os congoleses e os rebeldes.

Violações

O chefe da ONU também lembrou que os documentos que selaram o Diálogo não dão imunidade aos acusados de crimes de guerra e contra a humanidade, assim como genocídio e graves violações dos direitos humanos.

Ban pediu a ambos os lados que comecem a implementar, sem demoras, as medidas acordadas no Diálogo além de respeitarem inteiramente os compromissos assumidos.

Apoio

Ele referiu que as Nações Unidas estão prontas para conceder apoio integral ao processo de implementação dos pontos acordados.

Ban pediu ainda a outros grupos armados ativos na RD Congo que entreguem suas armas. Para ele, os grupos devem buscar realizar seus objetivos por meios pacíficos.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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