Deslocados internos sem devida atenção internacional, segundo o Acnur

11 dezembro 2013

António Guterres fala de um aumento de 50% nos números dos últimos 15 anos; 2013 pode registar um recorde de deslocados.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O alto comissário das Nações Unidas para Refugiados informou que o número de deslocados internos no mundo aumentou pela metade. Estima-se que 30 milhões de pessoas estejam a viver na situação.

Nesta quarta-feira, António Guterres, disse estar preocupado com o fato de não ser dada a devida atenção internacional à questão dos deslocados internos.

Síria

As declarações foram feitas na abertura do Diálogo da agência em Genebra, que envolve governos, sociedade civil, ONGs, acadêmicos e observadores.

O Acnur estima que o mundo tem o maior número de deslocados dos últimos 15 anos. Para 2013, prevê-se um recorde de deslocados com o acréscimo de milhões de pessoas, particularmente na Síria.

Conflitos

Tal como os refugiados, os deslocados internos acabam por ser abrigados nas regiões mais pobres e marginalizadas do país.

Problemas como a falta de infraestutura para o grande número de acolhidos e a dificuldade de acesso para os que vivem em áreas de conflito foram apontadas pelo chefe do Acnur.

Serviços Básicos

Para Guterres, vários deslocados forçados a abandonar as suas casas, não têm documentos, acesso a serviços básicos e correm grande risco de sofrer discriminação incluindo violência sexual.

A proposta é que o estabelecimento de parcerias possa melhorar a resposta humanitária aos deslocados. O drama de famílias separadas e traumas psicológicos, particularmente para as crianças são destacados.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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