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Ban: “África do Sul perdeu o pai, mundo perdeu um mentor”

Secretário-Geral disse que a transformação democrática do país representou uma vitória dos sul-africanos e um triunfo dos ideias das Nações Unidas; cerimônia.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O Secretário-Geral das Nações Unidas disse ao mundo que se deixe guiar e inspirar pela chama dos direitos humanos, que considerou um espírito despertado por Nelson Mandela.

Ao discursar, esta terça-feira, na cerimônia do memorial em honra do primeiro presidente da África do Sul democrática, Ban Ki-moon disse que “a África do Sul perdeu um pai e o mundo perdeu um grande amigo e mentor.”.

Injustiça

Para o Secretário-Geral, a compaixão é o que mais se destaca em Mandela, ao dizer que a sua fúria era com a injustiça e não com indivíduos, e que ele odiava o ódio e não o povo que sofria com a situação.

Segundo Ban, Mandela mostrou o que ele chamou de um incrível poder de perdão, de ligar as pessoas umas às outras e com o verdadeiro sentido da paz.

Líderes

O evento com a participação de milhares de pessoas aconteceu no Estádio FNB, em Johanesburgo. Após Ban, discursaram os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, do Brasil, Dilma Rousseff, e de Cuba, Raúl Castro.

O chefe da ONU lembrou que o antigo líder da África do Sul foi pugilista e associou à luta empreendida por todos ao longo da sua vida. Ban disse que é um dever dos que amam Mandela manter viva a sua memória nos corações e encarnar o seu exemplo.

Nação Arco-íris

A cerimônia com a participação de mais de 90 chefes de Estado e de governo, é considerada uma das maiores concentrações de dignitários internacionais nos últimos anos.

Ban lembrou que a ONU esteve ao lado de Mandela e do seu povo na luta contra o apartheid. Entre as medidas implementadas pela organização estão sanções, embargo de armas, boicote nos esportes e isolamento diplomático.

Após a queda do apartheid, Ban disse que a luta passou a ser contra a desigualdade e intolerância e para alcançar a prosperidade e a paz.

Perda

Ban enviou condolências à família Mandela, ao povo da África do Sul e ao continente africano em nome das Nações Unidas.

Para o chefe da ONU, Nelson Mandela é um dos maiores líderes da atualidade, mas foi também um professor que ensinou pelo exemplo.

Ban destacou ainda o ex-presidente pelo seu “sacrifício,pela vontade de desistir de tudo pela liberdade e pela igualdade, pela democracia e justiça.”

*Apresentação: Edgard Júnior