ONU comemora 20 anos de avanços no setor de direitos humanos
BR

10 dezembro 2013

Escritório da organização para o setor celebra duas décadas de existência; no Dia dos Direitos Humanos, Ban Ki-moon ressalta que “a chave para o sucesso na área é a vontade política dos Estados-membros.”

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Dia dos Direitos Humanos está sendo celebrado esta terça-feira, 10, de uma maneira especial: as Nações Unidas também comemoram os 20 anos da criação de seu escritório no setor.

Há duas décadas, foi adotada a Declaração de Viena, que deu origem ao Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, atualmente chefiado por Navi Pillay.

Vontade

Em mensagem para celebrar a data, o Secretário-Geral lembra que o escritório da ONU “defende vítimas, pressiona países a respeitarem suas obrigações e compromissos e apoia especialistas e órgãos de direitos humanos.”

Ban Ki-moon destaca que as Nações Unidas têm a missão de promover os direitos humanos e para ele, “a chave para o sucesso é a vontade política dos Estados-membros”.

Mandela

Segundo Ban, os países são obrigados, em primeiro lugar, a proteger os direitos e prevenir violações a nível internacional. O Secretário-Geral lamenta que nem sempre isso ocorre, já que durante os últimos 20 anos, o mundo testemunhou genocídios e outras violações “chocantes” dos direitos humanos.

O chefe da ONU também aproveita o Dia dos Direitos Humanos para prestar uma homenagem a Nelson Mandela, considerado por Ban “um grande símbolo do nosso tempo”.

O Secretário-Geral espera que o compromisso do líder sul-africano com a dignidade humana, a igualdade, a justiça e a compaixão continue servindo de inspiração para a construção de “um mundo de direitos humanos para todos.”

Falhas

Já a alta comissária da ONU, Navi Pillay, cita avanços, como o aumento de leis sobre direitos humanos. Mas ela destaca que 20 anos após a Declaração de Viena, ocorreram muitas “falhas trágicas para impedir atrocidades e a garantia” desses direitos.

Pillay cita “violações deploráveis e em larga escala dos direitos humanos”, quando a comunidade internacional foi muito lenta para responder alertas feitos por defensores dos direitos humanos ou por vítimas.

A alta comissária menciona alguns dos desafios, já que “mulheres continuam sendo discriminadas e violentadas”, assim como “minorias étnicas, raciais e religiosas e também migrantes”.

Navi Pillay lamenta que “conflitos internos continuam produzindo fortes abusos dos direitos humanos”. Na opinião da alta comissária “manifestantes pacíficos que pedem seus direitos estão sendo esmagados por autoridades, quase que diariamente.”

 

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