Repatriamento de somalis do Quénia arranca nos próximos 20 dias

10 dezembro 2013

Agências da ONU participam na operação que envolve centenas de milhares de pessoas; desafios à chegada incluem falta de casas e serviços como saúde e educação.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O dia 1º de janeiro vai marcar o início do programa piloto de retorno voluntário de refugiados somalis a partir do Quénia.

A viagem desde o atual país de acolhimento para as cidades somalis de Baidoa, Kismayo e Luuq terá o apoio do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, da Organização Internacional para as Migrações, OIM, e do Programa Mundial da Alimentação, PMA.

Dadaab

Nesta semana, o Acnur diz que vai intensificar as consultas com refugiados somalis em cinco acampamentos que compõem o complexo de Dadaab, com cerca de 388 mil somalis.

Os refugiados devem informar à agência sobre o seu interesse em voltar para a Somália, além de receber detalhes sobre a viagem.

Seca

O Quénia tem 475 mil refugiados somalis registados. A maioria fugiu do país após a queda do regime do presidente Ahmed Siad Barre, em 1991, e outros abandonaram o país devido à seca dos últimos anos.

Em ocasião anterior, a OIM alertou que o regresso constitui um desafio para o governo somali devido à falta de habitações e serviços básicos como saúde e educação.

 

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