PMA com falta de verbas para manter operações na RD Congo

4 dezembro 2013

Agência afirma já ter sido forçada a reduzir porções de comida em campos para deslocados no leste; são necessários US$ 75 milhões para reverter a situação.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Uma grave limitação de recursos está a forçar o Programa Mundial de Alimentação, PMA, a reduzir ou a interromper parte das suas ações na República Democrática do Congo, RD Congo.

Desde o princípio do mês, milhares de pessoas não recebem assistência. A agência lembrou que depende totalmente de doações voluntárias e disse precisar, com urgência, de US$ 75 milhões para manter as suas operações no país por mais seis meses. 

Províncias

Segundo a ONU, uma a cada 10 crianças no país sofre de desnutrição aguda. Estima-se que 6,3 milhões de pessoas passam fome e carecem de ajuda alimentar.

O PMA já diminuiu as porções de alimentos distribuídas aos deslocados na província de Kivu Norte, perante o agravamento da segurança alimentar no leste da RD Congo.

Nas províncias do Kivu Sul, Kivu Norte e Orientale, cerca de 500 mil deslocados serão afetados pela falta de fundos. O fornecimento de refeições quentes para milhares de crianças em idade escolar também está em risco. 

Vulneráveis

O PMA afirma ainda que está comprometido o apoio alimentar para 180 mil menores subnutridos, grávidas e mulheres a amamentar. A agência está muito preocupada com o destino de milhares de pessoas que dependem de ajuda.

Para os próximos meses, o PMA diz que não terá outra opção, a não ser limitar a distribuição alimentar aos mais vulneráveis como crianças desacompanhadas, com deficiência, idosos e doentes.

Além disso, o PMA está a trabalhar em conjunto com parceiros para garantir a proteção das mulheres congolesas sob risco de estupros e de outros ataques violentos. O local para a entrega alimentar é definido de maneira a diminuir a exposição das mulheres a possíveis ataques.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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