Em Dia Internacional, ONU elogia ações para combater escravidão

2 dezembro 2013

Secretário-Geral realça trabalho contínuo da sociedade civil; em todo o mundo, estima-se que haja 21 milhões de pessoas em sistemas modernos de escravidão.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O reconhecimento do trabalho continuo da sociedade civil por dar  assistência às vítimas da escravidão é destacado pelas Nações Unidas neste 2 de dezembro, o Dia Internacional da Abolição.

Em mensagem, o Secretário-Geral fala de um progresso importante em 2012, com medidas de vários países para combater formas de escravidão moderna através de leis nacionais mais fortes e de uma maior coordenação. 

Formas Contemporâneas

Ban Ki-moon falou de mais empresas a operar para garantir que as suas atividades não causem ou contribuam para as formas contemporâneas de escravidão no trabalho e nas suas cadeias de abastecimento.

A Organização Internacional do Trabalho, OIT, estima que 21 milhões de mulheres, homens e crianças sejam mantidos em escravidão em todo o mundo.

Ban destacou a ação do Fundo Voluntário das Nações Unidas sobre Formas Contemporâneas de Escravidão. Há mais de 20 anos, a iniciativa presta auxílio à restauração dos direitos humanos e da dignidade de vítimas.

Violação

O presidente da Assembleia Geral, John Ashe, disse que a escravidão moderna é uma violação flagrante dos direitos humanos básicos de uma pessoa.

Conforme referiu, a escravidão foi e continua a ser provavelmente a maior tragédia humana da história. Ashe defende que mesmo abolida, a prática deixa cicatrizes emocionais para a vida.

Os Estados-membros foram instados a erradicar a escravidão em todas as suas formas, além de impulsionar iniciativas que promovam a inclusão social e para o fim de todas as formas de discriminação.

A celebração da data marca a aprovação, pela Assembleia Geral, da Convenção das Nações Unidas para a Supressão do Tráfico de Pessoas e da Exploração da Prostituição de Outrem, em 1949.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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