Homens marcham contra a violência à mulher em Moçambique

29 novembro 2013

Rede Homens pela Mudança quer questionar valores e práticas prejudiciais no contexto de masculinidade para eliminar a prática;  evento será seguido por atuação de vários artistas, neste sábado.

Ouri Pota, da Rádio ONU em Maputo.

Moçambique acolhe, neste sábado, a quinta marcha da ONG Homens pela Mudança sob o lema: Pela paz em casa, pela paz no Mundo. O evento é organizado pela também chamada Rede Hopem, em parceria com a ONU Mulheres.

A iniciativa insere-se na campanha Internacional para a Eliminação da Violência às Mulheres e Raparigas, que arrancou a 25 de Novembro e deve encerrar a 10 de dezembro,  o dia dos Direitos Humanos.

Sensibilização

Em entrevista à Rádio ONU, o gestor de conhecimento da ONG Hopem, Cremildo Churrane, disse que a intenção é passar a mensagem de não-violência.

“Se temos o equilíbrio dentro de casa, não há violência dentro de casa que é o espaço micro da sociedade, vamos transmitir a mensagem positiva de não-violência no espaço social global. Vamos, nós juntos, nós homens da Hopem com várias organizações da sociedade civil marchar para dizer não a violência, mas abordagem desta marcha é mais de homens, pomos mais homens no sentido de eles próprios engajarem se nesta luta porque estamos a ver que os homens por causa destes estereótipos de Masculinidades negativa mais homens estão a morrer por querer ser homens de verdade”.

Artistas

Após a marcha, será apresentado o momento cultural designado 16 horas de Arte 100 Violência, com o envolvimento de vários artistas de diferentes áreas de manifestação.

“Dezasseis horas levamos isto, fazendo uma ligação com os dezasseis dias de ativismo como uma maneira também de expressar que a arte traga esta mensagem positiva, que através da arte vamos difundido a mensagem positiva, a mensagem global destas todas atividades é dizer não à violência à mulher e à rapariga.”

Não à Violência

A Rádio ONU ouviu a cantora moçambicana Xixel Langa que confirmou a sua participação associada a vários outros participantes da marcha.

“Vou sim à marcha. E vou à marcha porque também sou contra a mulher e rapariga aliás a qualquer tipo de violência, temos que dizer um basta definitivo a este tipo de ações, nós temos que eliminar parte por parte este tipo de ações, temos que acabar com a guerra, temos que terminar com a violência, e claro vou marchar com muito orgulho, muito empenhada contra a violência”.

A Hopem espera que cerca de três mil pessoas participem na marcha.

 

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