Mortes causadas por minas terrestres caíram para o nível mais baixo em 2012
BR

28 novembro 2013

Relatório da Campanha Internacional para Banir Minas Terrestres disse que no ano passado foi realizada a maior limpeza de áreas com explosivos; documento registrou ainda recorde em doações globais para ações contra minas terrestres.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O relatório Monitor de Minas Terrestres 2013 informou que o número de mortes causadas por este tipo de explosivo caiu para o nível mais baixo desde 1999.

Segundo o documento preparado pela Campanha Internacional para Proibir Minas Terrestres, 10 pessoas morreram por dia no ano passado devido a explosões com minas.

Convenção

O editor do relatório, Jeff Abranson afirmou que há 13 anos, quando os dados começaram a ser apurados, 25 pessoas morriam diariamente.

Abranson disse que o contínuo declínio de mortes se deve ao sucesso da Convenção de Proibição de Minas Antipessoais, de 1997.

O documento mostrou que no ano passado foram 3.628 fatalidades causadas não só por minas terrestres, mas também por resíduos de bombas de fragmentação e explosivos deixados depois de guerras. Em 2011 foram registradas 4.474 mortes no mundo inteiro.

O uso de minas terrestres diminuiu, mas não acabou. O relatório alerta que neste ano forças militares leais ao governo do Iêmen, que firmou a Convenção, colocaram milhares desses explosivos em várias partes do país há dois anos.

Estados-membros

De acordo com o tratado, os Estados-membros são proibidos de usar, produzir, estocar ou distribuir minas antipessoais. No ano passado foram registradas 263 mortes causadas pelos explosivos no Iêmen, em comparação a 19 em 2011.

O relatório diz ainda que Síria e Mianmar, dois países que não fazem parte da Convenção, usaram minas terrestres em 2012 e 2013. O documento mostra também que os explosivos foram utilizados por grupos armados no Afeganistão, na Colômbia, no Paquistão e na Tunísia.

A boa notícia, segundo a Campanha Internacional para Proibir Minas Terrestres, é que a limpeza de áreas com explosivos atingiu 281 Km2 no ano passado. Em 2011 foram 190 Km2. As autoridades destruíram 240 mil minas antipessoais.

O relatório explica que na última década, quase 2 milhões de quilômetros quadrados de terra foram limpos e mais de 3,3 milhões de explosivos destruídos.

O artigo cinco do Tratado diz que os Estados-membros têm até 10 anos para retirar todas as minas terrestres colocadas em seu território.

No ano passado, foram arrecadados US$ 681 milhões de dólares, mais de R$ 1,5 bilhão, em doações para campanhas de combate a minas antipessoais.

 

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