ONU preocupada com assassinatos em operação anticrime na RD Congo

28 novembro 2013

Agências da organização apontam para pelo menos 20 mortos, incluindo 12 crianças; ofensiva contra a delinquência urbana teve início há uma semana.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Entidades das Nações Unidas pediram medidas imediatas para acabar com o desaparecimento e o assassinato de crianças e jovens na capital da República Democrática do Congo, Kinshasa.

Os relatos de sua ocorrência coincidem com uma operação lançada pelo governo para combater a delinquência urbana há uma semana.

“Operação Likofi”

Em comunicado, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e a missão da ONU no país, Monusco, citam informações que dão conta de pelo menos 20 mortos, incluindo 12 crianças.

As entidades consideram “alarmante” que o desaparecimento e o assassinato de homens e crianças coincidam com o início da denominada “Operação Likofi”, ou soco em língua local.

Leis

Além de pedir o fim de tais atos, as duas entidades lembram que o Estado deve garantir que os direitos humanos sejam protegidos, e que as crianças recebam proteção especial em todas as circunstâncias. A observação da medida deve ser no âmbito “das leis congolesas e tratados e convenções internacionais.”

O comunicado solicita ainda que as investigações sejam realizadas pelas autoridades judiciais, para que os autores dos atos sejam levados à justiça de acordo com o Código Penal congolês. 

As Nações Unidas reiteraram a disponibilidade de apoiar o Governo congolês na busca de soluções para os problemas referentes à reintegração social de crianças e jovens.

 

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