Aplicativo rastreia a origem de produtos feitos com pele de cobra
BR

29 novembro 2013

Empresários europeus criaram ferramenta com ajuda de especialistas da agência da ONU sobre o Meio Ambiente; meta é checar origem legal da pele de cobra utilizada na fabricação de artigos de luxo.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Um grupo de empresários europeus e especialistas da Convenção Internacional sobre Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora, Cites, desenvolveu um aplicativo para ajudar no combate ao tráfico ilegal de pele de cobra.

Com a ferramenta, o usuário de celular pode rastrear a origem da cobra utilizada na fabricação de artigos de luxos, como bolsas, sapatos e relógios, e assim, descobrir se o produto tem origem ilegal.

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O aplicativo, chamado “Asking”, busca garantir o uso sustentável de espécies de cobra na indústria da moda e também no setor farmacêutico e de alimentos.

Segundo os criadores do programa, é possível traçar a origem da cobra e dos produtos feitos com a pele do animal e confirmar se são legalizados. Os caçadores tiram uma foto com a cobra, gerando um número único para cada espécie. Este número fica registrado em uma base de dados.

No celular, os caçadores colocam o peso, o comprimento, a localização do animal e a cor da pele. A Cites acredita que com essas informações, os consumidores poderão diferenciar produtos legais dos ilegais antes de fazer uma compra.

As autoridades alfandegárias também poderão identificar mais facilmente fornecedores fraudulentos e se as remessas são legalizadas. Por enquanto, o aplicativo para smartphones ainda está na fase piloto.

A Cites faz parte do Programa das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, Pnuma.

 

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