Mais de 190 mil iemenitas deixaram a Arábia Saudita desde junho

26 novembro 2013

OIM trabalha com governo do Iémen para fornecer ajuda de emergência aos que voltam ao país; em março deste ano, sauditas decidiram retornar os trabalhadores sem documentos para o país de origem.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Organização Internacional para Migrações, OIM, alertou que desde junho mais de 190 mil migrantes iemenitas foram obrigados a deixar a Arábia Saudita e voltar para o Iémen.

A saída foi causada pela decisão tomada pelo governo saudita, em março passado, que determina a retirada do país de todos os trabalhadores estrangeiros sem documentos.

Al Tuwal

A situação piorou no início deste mês quando uma média de mais de 7 mil iemenitas atravessaram diariamente a fronteira em Al Tuwal, posto de segurança entre os dois países.

A OIM trabalha com o governo do Iémen para fornecer ajuda de emergência aos que voltam ao país, incluindo água, comida, roupa e serviços de saúde.

A chefe da OIM em Haradh, perto da fronteira, Lilian Ambuso, explicou que a região é de difícil acesso. Ela afirmou que é uma área de deserto e os migrantes recebem água para que possam caminhar cerca de um quilómetro até o posto de transporte.

Dinheiro

Segundo a agência da ONU, 75% dos migrantes retornados enviaram até US$ 200,00 mensais para os seus parentes no Iémen.

A OIM diz que o facto de as famílias terem deixado de receber o valor vai ter impacto na economia da região. A organização calcula que o montante chegue a US$ 5 milhões só pelos meses de outubro e novembro.

A maioria dos migrantes afirmou que trabalhava no setor de construção, mas também como agricultores, vendedores e carpinteiros em Meca, Riyadh e outras cidades no norte do país. 

Grande número de migrantes chegou ao posto de fronteira sem bagagem, descalço e geralmente desidratado e exausto devido à viagem.

Cerca de 35% dos migrantes disseram que sofreram abusos físicos. A maioria pretende ficar no Iémen, mas 27% querem voltar para a Arábia Saudita quando for possível.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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